A melhor cachaça do Brasil é do litoral paranaense

A melhor cachaça do Brasil é do litoral paranaense

Se você é um bom apreciador de cachaças, provavelmente já ouviu falar sobre ou já testou a cachaça de Morretes – a Porto Morretes Premium. E, agora, pra confirmar o gosto paradisíaco que todos alegam ter, a dita cuja conseguiu o primeiro lugar no Ranking Cúpula da Cachaça de 2016. Ou seja: a melhor cachaça do Brasil é do litoral do Paraná. Tá bom pra você ou quer mais?

Quer mais, claro. No mesmo ranking, outra cachaça do Paraná alcançou o terceiro lugar: produzida em Jandaia do Sul, num alambique artesanal, em beira de estrada. Já no Concurso Mundial de Bruxelas, a cachaça Ouro de Morretes, da Casa Poletto, conquistou medalha de prata em 2015 e medalha de ouro em 2016. Então, qual é o segredo para o emplaque de tantas cachaças de qualidade?! Delícia atrás de delícia, as cachaças brasileiras já são sucesso até nos Estados Unidos, país que se tornou um dos principais consumidores.

Segundo o empresário Natanael Carli Bonicontro, dono do empreendimento da bebida em Jandaia do Sul, são três os elementos-chave para a produção de uma boa cachaça: água boa, clima bom e cana boa. Caprichando nesses ingredientes e envelhecendo-os em boas madeiras, o resultado pode surpreender. No carvalho, por exemplo, os ácidos vanílicos (baunilha) liberados podem trazer aquele último gostinho maravilhoso que faltava.

Justamente por trazer esse gosto especial, o carvalho tornou-se um dos queridinhos dos produtores de cachaça. No entanto, os jurados da Cúpula da Cachaça, apesar de reconhecer a alta qualidade do material, lamentam que o uso do carvalho deixe o gosto das cachaças parecido entre si. Mas eles também dão a dica pra reverter esse problema: segundo o presidente da Cúpula, Milton Lima, há mais de 40 madeiras brasileiras homologadas para envelhecer cachaça. Apostar nelas é, mais do que testar um gosto diferente e (talvez ainda mais) delicioso, honrar e brigar pela nossa identidade.

Mas a madeira é tão importante assim, afinal? Para as cachaças douradas, que apresentam cor e aspectos diferentes depois de envelhecidas, pode até ser. Mas e para as branquinhas? Também! Apesar de existirem algumas madeiras – como amendoim, jequitibá e freijó – que são tão neutras a ponto de não influenciarem nem na cor nem nas características sensoriais, o que elas realmente fazem é “amaciar” a bebida, de modo a “aparar algumas arestas” de seu gosto – o que é possível devido a oxigenação da bebida com o ar exterior por meio dos microporos da madeira.

Porém, ainda que as cachaças douradas e brancas participem de uma avaliação conjunta, a ideia de separar as categorias apetece a maioria dos jurados da Cúpula. Em 2016, a cachaça prata mais bem colocada ficou em 38­º na lista, e a melhor posição que uma cachaça branca recebeu em todos os anos do Ranking foi em 2014, quando ficou em 25º. Avaliadas em diferentes categorias, a situação seria resolvida: as cachaças transparentes poderiam configurar em melhores posições e mais organizadamente em seu próprio ranking – ao invés de perderem os primeiros lugares para as douradas.

Branca, dourada… cachaça é cachaça, né? Mas de uma coisa, agora, você tem certeza: se quiser provar a melhor cachaça do Brasil, vem pro Litoral do Paraná que é sucesso.

Que tal uma degustação de cachaça em Morretes com os amigos? Compartilhe o post com eles!

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